A percepção de preparo para incidentes cibernéticos no Brasil raramente corresponde à realidade operacional. Dados do Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2024 indicam que mais de 60% das violações envolvem exploração de vulnerabilidades ou credenciais comprometidas, enquanto o IBM X-Force Threat Intelligence Index 2024 aponta que ransomware continua entre os principais vetores de impacto operacional. No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) mantém fiscalização ativa sobre incidentes que envolvem indisponibilidade e vazamento de dados pessoais, ampliando a exposição jurídica das organizações.
Mesmo diante desse cenário, auditorias internas e avaliações conduzidas pela Decripte mostram que aproximadamente 87% das empresas avaliadas apresentam falhas críticas em seus Planos de Continuidade de Negócios (BCP) e Planos de Recuperação de Desastres (DRP), especialmente quando testados sob cenários reais de ataque. A maioria possui documentação, mas não possui capacidade operacional validada.
Este artigo apresenta um diagnóstico estruturado, alinhado ao NIST CSF 2.0, ISO 27001:2022, MITRE ATT&CK v14, CIS Controls v8 e LGPD, para avaliar maturidade, mapear riscos e construir resiliência cibernética mensurável.
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