A adoção de políticas de BYOD (Bring Your Own Device) tornou-se praticamente inevitável no Brasil. Smartphones pessoais acessam e-mails corporativos, ERPs, CRMs, sistemas financeiros e dados sensíveis de clientes diariamente. No entanto, a maioria das organizações ainda trata essa prática como conveniência operacional — e não como vetor estratégico de risco.
O Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2024 aponta que o elemento humano está presente em 68% dos incidentes analisados globalmente. Em paralelo, o IBM X-Force Threat Intelligence Index 2024 indica que credenciais comprometidas e exploração de aplicações públicas continuam entre os principais vetores iniciais de ataque. Quando combinamos esses dados com dispositivos pessoais sem controle corporativo adequado, temos um cenário de exposição ampliada.
No contexto brasileiro, a ANPD já sinalizou, em diferentes processos sancionatórios e orientações, que falhas em controles técnicos e administrativos configuram infração à LGPD. Dispositivos móveis não gerenciados podem representar vazamento de dados pessoais, inclusive sensíveis.
Este artigo apresenta um diagnóstico estruturado de maturidade em BYOD e segurança mobile, mapeando riscos, lacunas comuns e controles alinhados ao NIST CSF 2.0, ISO 27001:2022, CIS Controls v8 e MITRE ATT&CK v14.
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