A transformação digital brasileira acelerou a adoção de software open source em praticamente todos os setores: bancos, fintechs, indústrias, varejo, healthtechs e órgãos públicos. Estimativas da Gartner indicam que mais de 70% do código presente em aplicações modernas é composto por componentes de terceiros, majoritariamente open source. Esse número cresce ano após ano.
O problema não está no uso do open source em si. Pelo contrário: trata-se de um modelo fundamental para inovação. O risco surge quando a gestão de dependências, vulnerabilidades e licenças é negligenciada. Segundo o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2024, a exploração de vulnerabilidades conhecidas mais que dobrou em relação ao ano anterior, representando uma das principais portas de entrada para incidentes graves. Muitas dessas falhas estavam associadas a bibliotecas e componentes amplamente utilizados.
No Brasil, o impacto é ainda mais sensível devido à LGPD, à atuação da ANPD e ao crescimento de ataques direcionados a cadeias de suprimento de software. Ignorar a segurança de software open source não é apenas um risco técnico — é uma decisão financeira com potencial de gerar prejuízos milionários.
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