A gestão de vulnerabilidades críticas e falhas zero-day tornou-se um dos maiores desafios estratégicos para conselhos de administração e diretores de tecnologia no Brasil. De acordo com o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2024, a exploração de vulnerabilidades como vetor inicial de ataque quase triplicou em relação ao ano anterior, representando aproximadamente 14% dos incidentes analisados globalmente. O relatório também aponta que o tempo médio entre divulgação pública e exploração ativa caiu drasticamente, pressionando empresas que ainda operam com ciclos lentos de correção.
No contexto brasileiro, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já instaurou processos administrativos relacionados a incidentes decorrentes de falhas técnicas e ausência de medidas preventivas adequadas. A combinação entre LGPD, requisitos setoriais do Banco Central, SUSEP e ANS e a crescente judicialização cria um ambiente de alto risco jurídico para organizações que não possuem governança madura em vulnerabilidades críticas.
Este guia apresenta um framework completo, alinhado ao NIST CSF 2.0, ISO/IEC 27001:2022, MITRE ATT&CK v14 e CIS Controls v8, para estruturar uma estratégia robusta de gestão de zero-days mesmo quando não há patch disponível.
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