Segurança para Insurtechs: a anatomia de uma falha de API que expõe apólices e dados de saúde
Seguros digitais nascem orientados a API e a parceiros — e herdam uma superfície de ataque que a maioria descobre tarde demais. Mostramos como a Decripte encontra a falha antes do atacante, contém o incidente e constrói a base de segurança que o regulador e o cliente exigem.
Resposta direta
Para proteger uma insurtech, comece tratando a camada de API como o perímetro real: aplique controle de autorização objeto a objeto (contra BOLA/IDOR), centralize a gestão de segredos das integrações de parceiros, instrumente um SOC 24x7 com detecção de fraude de sinistro e account takeover, e submeta cada release a pentest e gestão contínua de vulnerabilidades. Em paralelo, estruture o tratamento de dados pessoais, financeiros e de saúde sob a LGPD — incluindo a base legal para dado sensível de saúde e o plano de resposta a incidentes com notificação à ANPD. A Decripte cobre esse ciclo completo: descoberta por pentest, contenção em até 1 hora e construção de SDLC seguro.
24/7
SOC monitorando APIs e logins
<=1h
SLA de contenção em incidentes
LGPD
Dado de saúde = dado sensível
OWASP API
Top 10 como linha de base do pentest
Em resumo
- ›A maior parte das brechas em insurtech não está no código de negócio, e sim na autorização da API: um endpoint que devolve a apólice ou o laudo de saúde de outro cliente quando se troca um ID (BOLA/IDOR).
- ›Dado de saúde é dado pessoal sensível na LGPD e exige base legal específica e cuidado reforçado — não basta consentimento genérico de cadastro.
- ›Integrações com seguradoras, resseguradoras, clínicas e meios de pagamento multiplicam segredos (tokens, chaves) que, vazados em repositórios ou logs, viram porta de entrada.
- ›Fraude de sinistro e account takeover são ameaças de negócio, não só de TI — precisam de detecção comportamental no SOC, não apenas de firewall.
- ›A Decripte fecha o ciclo: pentest encontra a falha, o SOC e a Resposta a Incidentes contêm, e a Gestão de Vulnerabilidades mais o SDLC seguro evitam a reincidência.
Cibersegurança para Insurtechs
Seguros digitais nascem orientados a API e a parceiros — e herdam uma superfície de ataque que a maioria descobre tarde demais. Mostramos como a Decripte encontra a falha antes do atacante, contém o incidente e constrói a base de segurança que o regulador e o cliente exigem.
Por que insurtechs são alvo: a superfície de risco do seguro digital
Uma insurtech não é uma seguradora tradicional que digitalizou processos — ela nasce como software. A cotação, a emissão de apólice, o pagamento de prêmio, a abertura e a regulação de sinistro acontecem por aplicativo e por API. Isso traz velocidade de produto, mas também concentra em poucas camadas técnicas dados que, somados, são extraordinariamente sensíveis: CPF, endereço, renda, dados bancários e de cartão, histórico de saúde, laudos médicos, perfil de risco e, em alguns ramos, geolocalização e telemetria.
O problema é de maturidade, não de competência. Times pequenos, pressão por lançar e arquiteturas que crescem por agregação fazem com que a segurança seja tratada como item de backlog. Enquanto isso, a empresa já integra dezenas de parceiros — seguradoras, resseguradoras, clínicas, laboratórios, antifraude, gateways de pagamento, bureaus de crédito — e cada integração é uma nova confiança, um novo segredo e um novo caminho para o dado vazar.
As cinco ameaças que mais aparecem em insurtech
- ›Vazamento de dados via API: endpoints que expõem apólices, dados de saúde ou de pagamento de terceiros por falha de autorização.
- ›Fraude de sinistro digital: manipulação de pleitos, documentos e fluxos de regulação para receber indenização indevida.
- ›Falhas de autorização em apps: usuário comum acessa funções ou registros que deveriam ser restritos.
- ›Comprometimento de integrações de parceiros: token de uma seguradora ou de um gateway vazado vira acesso privilegiado.
- ›Account takeover: sequestro de conta do segurado para fraude, alteração de beneficiário ou extração de dados.
O denominador comum dessas cinco ameaças é a camada de aplicação e de API. Por isso, em insurtech, a segurança de perímetro tradicional resolve pouco: o atacante não precisa derrubar o firewall, ele conversa com a sua API exatamente como um cliente legítimo — só que pedindo o dado de outra pessoa.
O ponto cego nº1: autorização quebrada em API (BOLA/IDOR)
A falha mais comum e mais perigosa em seguros digitais é a quebra de autorização em nível de objeto, conhecida como BOLA (Broken Object Level Authorization) no OWASP API Security Top 10 e popularmente como IDOR. O padrão é simples: a API autentica corretamente o usuário — ela sabe quem está logado — mas não verifica se aquele usuário tem direito sobre o objeto que está pedindo.
Como a falha se manifesta na prática
Um endpoint como /apolices/48213 devolve a apólice de número 48213. Se o aplicativo confia no ID enviado pelo cliente e não checa se a apólice pertence ao usuário autenticado, basta trocar para 48214, 48215, e assim por diante para varrer a base inteira. Quando essa apólice carrega anexos de declaração de saúde, laudos ou dados de pagamento, um único endpoint mal protegido vaza dado sensível de toda a carteira.
Variações igualmente perigosas incluem autorização em nível de função (BFLA) — quando um usuário comum chama um endpoint administrativo — e exposição excessiva de dados, em que a API devolve mais campos do que a tela mostra, e o atacante lê o JSON cru. Em insurtech, esse JSON cru frequentemente contém o que jamais deveria sair: número de cartão mascarado de forma incompleta, CID de uma condição médica, beneficiário, valor de cobertura.
Por que o pentest é o método certo aqui
Scanners automáticos raramente encontram BOLA, porque a falha depende do contexto de negócio: o scanner não sabe que a apólice 48214 pertence a outro cliente. É preciso um testador humano modelando papéis, criando duas contas, e provando que uma enxerga os dados da outra. É exatamente esse tipo de teste manual orientado a lógica de negócio que a Decripte executa no pentest de aplicação e API.
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Segredos e integrações de parceiros: a confiança que vira porta de entrada
Cada parceiro integrado exige uma credencial: uma API key da seguradora, um certificado para o gateway de pagamento, um token OAuth para o laboratório, uma chave de webhook do antifraude. Em times que crescem rápido, esses segredos acabam onde não deveriam — hardcoded no código, em variáveis de ambiente versionadas, em arquivos .env commitados, em logs de depuração, em mensagens de chat interno e em pipelines de CI.
Onde os segredos vazam em insurtechs
- ›Repositórios Git: chaves commitadas no histórico, que permanecem mesmo após removidas do código atual.
- ›Logs e observabilidade: tokens impressos em logs de requisição que vão para ferramentas de terceiros.
- ›Front-end: chaves de integração embutidas no app mobile ou no bundle web, extraíveis por engenharia reversa.
- ›Pipelines de CI/CD: segredos expostos em variáveis ou artefatos do build.
- ›Documentação e Postman: coleções compartilhadas com tokens de produção válidos.
O risco se compõe: um único token de parceiro vazado pode dar acesso de leitura ou escrita a sistemas que tratam dados de toda a carteira — e o vazamento não acontece na sua infraestrutura, o que dificulta a detecção. Por isso, gestão de segredos não é um detalhe operacional; é controle de segurança de primeira ordem em seguro digital.
Gestão de segredos mínima que a Decripte implanta
- ✓Cofre centralizado (secrets manager) com acesso por identidade e rotação automática.
- ✓Varredura de segredos no código e no histórico do Git, com bloqueio no commit (pre-commit / CI).
- ✓Princípio do menor privilégio por integração: cada token só faz o que o parceiro precisa.
- ✓Rotação imediata e revogação de qualquer credencial exposta, com trilha de auditoria.
- ✓Segregação de segredos de produção e de testes; nada de token de produção em coleções compartilhadas.
Fraude de sinistro e account takeover: ameaças de negócio que o SOC precisa enxergar
Nem toda ameaça em insurtech é uma exploração técnica clássica. A fraude de sinistro digital usa o fluxo legítimo do produto: documentos adulterados, pleitos duplicados, identidades sintéticas, conluio para acionar coberturas indevidas. O account takeover (ATO) sequestra a conta de um segurado real — via senha vazada, phishing ou troca de SIM — para alterar dados bancários, beneficiário ou para extrair informações.
Esses vetores não são detectados por um firewall: são detectados por comportamento. Um login de geografia improvável, múltiplas tentativas de redefinição de senha, um pico de sinistros de um mesmo dispositivo, uma sequência de consultas a apólices que não pertencem ao usuário — tudo isso é sinal. O SOC 24x7 da Decripte correlaciona esses sinais de aplicação, autenticação e API em tempo real, e não apenas eventos de rede.
Detecção que importa em seguro digital
O valor do SOC para uma insurtech está em monitorar a camada de negócio: tentativas de enumeração de objetos (varredura de IDs), anomalias de autenticação que sugerem ATO, e padrões de regulação de sinistro fora da curva. Monitorar só CPU e tráfego de rede deixa passar exatamente o que mais dói no seguro: a fraude e o vazamento por uso indevido de funções legítimas.
LGPD em seguro digital: dado de saúde é dado sensível
A LGPD (Lei nº 13.709/2018) classifica dado referente à saúde como dado pessoal sensível. Isso tem consequências concretas para uma insurtech: o tratamento exige base legal adequada — e o consentimento genérico de cadastro normalmente não basta para tudo. A própria lei prevê hipóteses específicas para dado sensível, e há restrições relevantes ao uso de dados de saúde por operadoras e seguradoras para fins de seleção de risco e exclusão de cobertura. O ponto prático é: tratamento de saúde precisa de fundamentação jurídica deliberada, documentada e auditável, não de uma cláusula padrão.
Obrigações da LGPD que pesam mais em insurtech
- ›Base legal específica e registro das operações de tratamento (ROPA), com atenção redobrada a dados de saúde e financeiros.
- ›Atendimento aos direitos do titular: acesso, correção, portabilidade e eliminação — o que exige saber onde cada dado está.
- ›Comunicação de incidente de segurança à ANPD e aos titulares quando houver risco ou dano relevante, em prazo razoável.
- ›Encarregado (DPO) designado e canal de atendimento ao titular operante.
- ›Medidas técnicas e administrativas de segurança proporcionais ao risco — cobrança que a ANPD faz explicitamente.
Quando o produto também toca pagamento com cartão, entra o PCI-DSS, padrão do setor de cartões que impõe controles sobre o armazenamento, a transmissão e o processamento de dados de cartão. A combinação LGPD + PCI-DSS define boa parte da régua de conformidade de uma insurtech — e ambos são endereçáveis com arquitetura correta (tokenização, minimização de dados, segregação) muito mais barata se desenhada cedo.
Erro comum
Tratar conformidade como documento. Política de privacidade impecável com uma API que vaza laudos médicos não é conformidade — é exposição com aparência de governança. A adequação à LGPD em insurtech tem que ser técnica antes de ser textual: minimização de dados, controle de acesso, criptografia e logging de quem acessou o quê.
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SDLC seguro: como impedir que a falha volte no próximo deploy
Encontrar e corrigir uma falha de API uma vez resolve um incidente. Impedir que a próxima nasça resolve o problema. Em insurtech, onde se faz deploy várias vezes por semana, a única defesa sustentável é embutir segurança no ciclo de desenvolvimento — o SDLC seguro. A ideia não é frear o time, e sim dar a ele trilhos: padrões de autorização reutilizáveis, verificação automática e revisão onde importa.
O SDLC seguro que a Decripte ajuda a montar
- ✓Modelagem de ameaças leve nas features que tocam dado sensível ou dinheiro, antes de codar.
- ✓Análise estática (SAST) e de dependências (SCA) no pipeline, falhando o build em achados críticos.
- ✓Varredura de segredos automática no commit e no CI.
- ✓Testes de autorização como parte da suíte: cada endpoint sensível tem teste provando que um usuário não acessa o objeto de outro.
- ✓Pentest de aplicação e API a cada release relevante, não uma vez por ano.
- ✓Gestão de vulnerabilidades contínua, priorizando por exploração real e exposição, com SLA de correção.
O ganho é cultural além de técnico: o time passa a tratar autorização como requisito de produto, do mesmo jeito que trata a regra de negócio do sinistro. É isso que separa uma insurtech que apaga incêndios de uma que escala com confiança.
Como a Decripte atua: do pentest à reconstrução da base de segurança
A Decripte não entrega um relatório e sai. O modelo em insurtech é de ciclo: descobrimos a falha por pentest, contemos o incidente com SOC e Resposta a Incidentes quando ele acontece, e reconstruímos a base — autorização, segredos, SDLC, conformidade — para que a empresa não dependa de sorte no próximo deploy.
O diferencial em seguro digital
Tratamos a API como o perímetro real. Nossos pentests são orientados a lógica de negócio — modelamos papéis, criamos contas, e provamos acesso indevido a apólices e dados de saúde — e não a um checklist de scanner. E ligamos a descoberta à operação: o que o pentest acha vira regra de detecção no SOC e item priorizado na Gestão de Vulnerabilidades.
Para a empresa que ainda não sabe o tamanho da própria exposição, o caminho de entrada é o diagnóstico gratuito de Gestão de Ameaças em decripte.io/free, que dá uma leitura inicial de risco via OSINT. A partir daí, estruturamos o programa sob medida.
Anatomia ilustrativa: a API que devolvia a apólice de qualquer cliente
Cenário ilustrativo
Cenário ilustrativo, não baseado em cliente real. Uma insurtech de seguro-saúde digital, com cerca de 80 mil segurados ativos, oferece app mobile e portal web. A regulação de sinistro é 100% digital: o segurado envia laudos e recibos pela API. Em seis meses de crescimento, o time integrou uma resseguradora, dois laboratórios e um gateway de pagamento. A segurança nunca passou por um teste ofensivo independente. Durante um pentest contratado para due diligence de uma rodada de investimento, a Decripte encontrou o problema.
Descoberta (pentest)
O testador cria duas contas de segurado. Ao consultar o próprio sinistro, observa o endpoint /sinistros/{id}/anexos. Trocando o ID por valores sequenciais a partir da conta A, recebe os anexos da conta B — incluindo laudos médicos e comprovantes bancários. Confirma-se BOLA/IDOR: a API autentica, mas não autoriza por objeto. A exposição potencial alcança toda a carteira.
Acionamento e contenção (<=1h)
Por ser achado crítico com dado de saúde, a Decripte aciona o protocolo de incidente. Em menos de uma hora, o endpoint vulnerável é colocado atrás de uma checagem de propriedade emergencial e o tráfego anômalo é bloqueado na borda. O SOC passa a monitorar tentativas de enumeração de IDs em tempo real para detectar qualquer exploração em curso.
Investigação e escopo
Análise dos logs de acesso histórico para determinar se a falha foi explorada antes da descoberta: padrões de varredura sequencial de IDs, volume de chamadas por conta e origens. Define-se o escopo de dados potencialmente expostos e a lista de titulares afetados, base para a decisão de notificação.
Erradicação
Correção definitiva: autorização em nível de objeto aplicada de forma centralizada (middleware), não endpoint a endpoint. Revisão de todos os endpoints que recebem ID do cliente. Redução do payload da API para devolver só os campos necessários (fim da exposição excessiva de dados). Varredura de segredos revela um token de laboratório commitado no Git, que é rotacionado.
Recuperação e LGPD
Com escopo definido, estrutura-se a comunicação: avaliação de risco aos titulares, preparação de notificação à ANPD e aos segurados conforme a LGPD, e canal de atendimento. A insurtech retoma operação normal com o endpoint corrigido e monitorado.
Reconstrução (SDLC seguro)
A Decripte implanta testes de autorização na suíte automatizada, SAST e varredura de segredos no CI, cofre de segredos com rotação, e modelagem de ameaças para features sensíveis. O pentest deixa de ser evento único e vira parte do ciclo de release.
Lições aprendidas
A falha não estava na lógica de seguro, e sim na premissa de confiar no ID enviado pelo cliente. A correção de fundo foi mudar a cultura: autorização vira requisito de produto e teste obrigatório. O SOC ganha regras de detecção derivadas do achado.
Desfecho com a Decripte
O que poderia ter sido um vazamento massivo de dados de saúde — com dano a 80 mil titulares, notificação compulsória à ANPD e perda da rodada de investimento — foi contido antes de virar incidente público, porque a falha foi encontrada por um pentest e não por um atacante. A insurtech saiu com autorização corrigida na raiz, gestão de segredos implantada, SDLC seguro rodando e monitoramento contínuo pelo SOC 24x7. A due diligence de segurança deixou de ser um risco da operação e passou a ser um argumento de venda para o investidor.
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Como a Decripte responde a um incidente em uma insurtech
Quando uma insurtech sofre vazamento de dados, fraude de sinistro em escala ou comprometimento de integração, o relógio corre — e dado de saúde transforma o incidente em obrigação regulatória. A resposta da Decripte é estruturada para conter rápido e proteger a empresa juridicamente.
- Acionamento e triagem imediata: assim que o alerta chega (do SOC, do cliente ou de um parceiro), classificamos severidade e definimos se há dado pessoal sensível envolvido — o que eleva a prioridade e dispara o relógio da LGPD. SLA de contenção em até 1 hora.
- Contenção: isolamos o vetor — bloqueio do endpoint vulnerável na borda, revogação de tokens comprometidos, suspensão de contas em account takeover — sem derrubar o produto inteiro quando possível.
- Preservação de evidências: capturamos logs, snapshots e trilhas de acesso de forma forense, para reconstruir o que aconteceu e sustentar eventuais decisões jurídicas e regulatórias.
- Investigação e dimensionamento: determinamos o escopo real — quais objetos foram acessados, por quem, e se houve exfiltração — distinguindo exposição potencial de exploração efetiva.
- Erradicação: corrigimos a causa-raiz (autorização, segredo, configuração), não só o sintoma, e validamos a correção com novo teste antes de reabrir o fluxo.
- Recuperação e notificação LGPD: apoiamos a decisão de comunicar a ANPD e os titulares quando houver risco relevante, com a fundamentação técnica do escopo, e restauramos a operação monitorada.
- Comunicação com parceiros: quando a origem ou o impacto envolve seguradora, gateway ou laboratório integrado, coordenamos a contenção também do lado deles.
- Lições aprendidas e endurecimento: convertemos o incidente em regras de detecção no SOC e em itens priorizados na Gestão de Vulnerabilidades, fechando o ciclo para evitar reincidência.
Como a Decripte estrutura a segurança de uma insurtech
Resposta a incidente apaga o fogo; estrutura impede o próximo. A Decripte organiza a segurança de seguro digital em pilares que atacam exatamente onde o setor falha: API, segredos, detecção de fraude e conformidade.
Segurança de API e autorização
Adoção do OWASP API Security Top 10 como linha de base, com foco em autorização objeto a objeto (anti-BOLA/IDOR), controle de função (anti-BFLA) e minimização de dados na resposta. Validado por pentest manual orientado a lógica de negócio.
Gestão de segredos e integrações
Cofre centralizado com rotação automática, varredura de segredos no código e no CI, e menor privilégio por parceiro. Cada integração de seguradora, laboratório ou gateway tem credencial escopada e auditável.
Detecção e SOC 24x7
Monitoramento da camada de aplicação e autenticação — enumeração de IDs, anomalias de login (ATO) e padrões de fraude de sinistro — com correlação em tempo real e resposta acoplada, não apenas eventos de rede.
SDLC seguro e gestão de vulnerabilidades
Segurança embutida no pipeline: SAST, SCA, varredura de segredos, testes de autorização automatizados e pentest a cada release relevante, com vulnerabilidades priorizadas por exploração real e SLA de correção.
Conformidade LGPD e PCI-DSS
Tratamento de dado de saúde e financeiro com base legal correta, ROPA, atendimento a direitos do titular, plano de notificação à ANPD e controles técnicos proporcionais ao risco. Quando há cartão, controles de PCI-DSS desenhados na arquitetura.
Planos recomendados para Insurtechs
Pentest
É o método que efetivamente encontra BOLA/IDOR e falhas de autorização em APIs de seguro — testes manuais orientados a lógica de negócio que provam acesso indevido a apólices e dados de saúde, algo que scanners não detectam. Indispensável a cada release relevante e em due diligence de investimento.
Ver plano →SOC 24x7
Monitora a camada de negócio do seguro digital — enumeração de IDs, account takeover e padrões de fraude de sinistro — em tempo real, detectando o uso indevido de funções legítimas que o firewall não vê.
Ver plano →Gestão de Vulnerabilidades
Em insurtechs que fazem deploy contínuo, transforma achados pontuais em programa: priorização por exploração real, SLA de correção e integração ao SDLC para impedir que a mesma classe de falha volte no próximo release.
Ver plano →Conformidade
Dado de saúde é sensível na LGPD e seguro com cartão atrai PCI-DSS; a adequação técnica e documental protege a empresa do regulador, do titular e da perda de contratos por falha em due diligence de segurança.
Ver plano →Perguntas frequentes
Qual é o maior risco de segurança específico de uma insurtech?
A quebra de autorização em API (BOLA/IDOR): um endpoint que devolve a apólice, o laudo ou o dado de pagamento de outro cliente quando se troca um identificador. Como concentra dado pessoal, financeiro e de saúde, um único endpoint mal protegido pode expor a carteira inteira. É a falha que mais encontramos e a que mais exige pentest manual para ser detectada.
Scanner automático de vulnerabilidade não resolve?
Resolve parte. Scanners encontram falhas técnicas conhecidas (versões vulneráveis, configurações ruins), mas raramente detectam BOLA, fraude de lógica de negócio e exposição excessiva de dados, porque essas dependem do contexto — o scanner não sabe que aquela apólice pertence a outro cliente. Por isso o pentest manual é insubstituível em seguro digital, complementado por gestão contínua de vulnerabilidades.
Dados de saúde dos segurados mudam minhas obrigações de LGPD?
Sim. Dado referente à saúde é classificado como dado pessoal sensível pela LGPD, o que exige base legal específica e cuidado reforçado — o consentimento genérico de cadastro geralmente não cobre todos os usos. Também há restrições ao uso de dados de saúde para seleção de risco. Na prática, isso significa fundamentar e documentar o tratamento e aplicar controles técnicos mais rigorosos de acesso e criptografia.
Como vocês lidam com os tokens e chaves das nossas integrações de parceiros?
Implantamos gestão de segredos: cofre centralizado com rotação automática, varredura de segredos no código e no histórico do Git, bloqueio de commit de credencial, menor privilégio por integração e revogação imediata de qualquer segredo exposto. É um dos controles de maior impacto em insurtech, porque um token de parceiro vazado pode dar acesso a dados de toda a carteira.
Em quanto tempo a Decripte contém um incidente?
O SLA de contenção da Resposta a Incidentes é de até 1 hora a partir do acionamento. Para insurtechs, classificamos imediatamente se há dado sensível envolvido — o que eleva prioridade e dispara o relógio regulatório da LGPD — e contemos o vetor (endpoint, token, conta) preservando evidências para a investigação e para eventual notificação à ANPD.
Preciso ser certificado em PCI-DSS ou ISO 27001 para vender seguro digital?
Depende do produto e dos contratos. PCI-DSS aplica-se ao tratamento de dados de cartão e costuma ser exigido por adquirentes e parceiros de pagamento. ISO 27001 e SOC 2 não são obrigatórios por lei, mas são cada vez mais exigidos por seguradoras parceiras, resseguradoras e investidores em due diligence. A Decripte estrutura a empresa para atender essas exigências e apoia o caminho de certificação.
Como detectar fraude de sinistro e account takeover?
Esses vetores usam fluxos legítimos do produto, então são detectados por comportamento, não por firewall. O SOC 24x7 monitora anomalias de autenticação (logins improváveis, redefinições de senha em massa), enumeração de objetos e padrões de regulação de sinistro fora da curva, correlacionando sinais de aplicação e API em tempo real para acionar a resposta antes do dano se concretizar.
Por onde começo se ainda não sei minha exposição?
Pelo diagnóstico gratuito de Gestão de Ameaças em decripte.io/free, que dá uma leitura inicial de risco via OSINT, sem compromisso. A partir dele, estruturamos o programa — pentest, SOC, gestão de vulnerabilidades e conformidade — sob medida. Para contratar diretamente, use decripte.io/start ou fale conosco em /contato.
Termos do setor
- BOLA / IDOR
- Broken Object Level Authorization (item nº1 do OWASP API Security Top 10), também conhecido como IDOR. Falha em que a API autentica o usuário mas não verifica se ele tem direito sobre o objeto solicitado, permitindo acessar dados de outros clientes trocando um identificador.
- Dado pessoal sensível
- Categoria da LGPD que inclui dado referente à saúde, entre outros. Exige base legal específica e proteção reforçada — central em insurtechs de saúde, que tratam laudos e declarações médicas.
- Account takeover (ATO)
- Sequestro da conta de um usuário legítimo (via senha vazada, phishing ou troca de SIM) para fraude, alteração de beneficiário ou extração de dados. Em seguros, é vetor de fraude e de vazamento.
- SDLC seguro
- Secure Software Development Lifecycle: a prática de embutir segurança em todo o ciclo de desenvolvimento — modelagem de ameaças, análise estática, varredura de segredos e testes de autorização no pipeline — para impedir que falhas nasçam a cada deploy.
- Gestão de segredos
- Conjunto de controles para armazenar, escopar, rotacionar e auditar credenciais (tokens, chaves, certificados) de integrações, evitando que vazem em código, logs ou pipelines e virem porta de entrada.
- PCI-DSS
- Payment Card Industry Data Security Standard: padrão de segurança do setor de cartões que impõe controles sobre armazenamento, transmissão e processamento de dados de cartão, aplicável a insurtechs que processam pagamento de prêmio com cartão.
A Decripte protege e responde a incidentes no setor de insurtechs.
Pentest, SOC 24x7, resposta a incidentes com SLA de contenção de 1 hora e conformidade — sem você montar um time interno. Ou comece de graça vendo o que já vazou da sua empresa.
