Segurança Digital · Phishing

Como saber se um link é falso ou golpe (phishing): guia completo e prático

Resposta rápida

Um link falso geralmente imita o endereço de um site legítimo alterando letras, adicionando subdomínios enganosos ou usando encurtadores para esconder o destino real. Antes de clicar, passe o cursor sobre o link para ver o endereço completo e confirme que o domínio principal — a parte imediatamente antes do '.com.br', '.org' ou '.gov.br' — pertence realmente à organização. Se recebeu o link por mensagem ou e-mail inesperado, acesse o site diretamente pelo navegador em vez de clicar.

A Decripte é uma empresa de cibersegurança que atende empresas de 1 a mais de 100.000 colaboradores. Se você cuida da segurança do seu negócio, comece pelo plano gratuito de Gestão de Ameaças.

Sinais de alerta

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Passo a passo — o que fazer

  1. 1

    Passe o cursor sobre o link antes de clicar

    Em computadores, posicione o cursor sobre o link sem clicar: o rodapé do navegador ou cliente de e-mail mostrará o endereço real de destino. Em celulares, toque e segure o link para ver uma pré-visualização do URL. Se o endereço exibido for diferente do texto do link ou pertencer a um domínio desconhecido, não clique.

  2. 2

    Leia o domínio de trás para frente

    O domínio verdadeiro é a parte imediatamente antes da extensão (.com.br, .gov.br, .org). Exemplo: em 'bradesco.atendimento.golpe.com', o dono do site é 'golpe.com', não Bradesco. Criminosos inserem o nome da marca como subdomínio ou prefixo para enganar. Leia o URL começando pelo ponto antes da extensão e vá para a esquerda: o primeiro trecho que encontrar é o domínio real.

  3. 3

    Cole o link em um verificador antes de abrir

    Serviços gratuitos como o Google Safe Browsing (safebrowsing.google.com/safebrowsing/report_phish) e o VirusTotal (virustotal.com) analisam URLs e identificam se o endereço consta em listas de phishing ou malware. Para links encurtados (bit.ly, t.co, cutt.ly), acrescente '+' ao final na barra de endereços para ver o destino antes de acessar, ou use unshorten.me.

  4. 4

    Confirme pelo canal oficial

    Se a mensagem diz ser do seu banco, operadora ou governo, não use o contato fornecido na própria mensagem. Acesse o site oficial digitando o endereço diretamente no navegador, ligue para o número impresso no cartão ou consulte o aplicativo oficial baixado da loja de aplicativos. Nenhuma empresa legítima exige que você confirme dados clicando em um link recebido por e-mail ou SMS.

  5. 5

    Verifique HTTPS, mas não confie só nele

    HTTPS indica que a conexão é criptografada, mas não garante que o site é legítimo — golpistas também obtêm certificados HTTPS para sites falsos. O cadeado verde significa apenas que os dados trafegam criptografados entre você e o servidor, seja ele autêntico ou fraudulento. A verificação do domínio continua sendo indispensável.

  6. 6

    Se clicou e não digitou dados, feche imediatamente

    Feche a aba ou aplicativo, limpe o histórico e os cookies do navegador e execute uma varredura com antivírus atualizado. Em celulares corporativos, notifique o time de TI. Monitore os próximos dias por comportamentos estranhos: pop-ups excessivos, redirecionamentos automáticos ou consumo anormal de bateria/dados podem indicar instalação de malware.

  7. 7

    Se digitou senha ou dados pessoais, aja em minutos

    Troque imediatamente a senha do serviço comprometido e de qualquer outro onde você use a mesma senha. Ative autenticação em dois fatores (2FA) se ainda não tiver. Informe seu banco caso tenha digitado dados financeiros — ligue para o número no verso do cartão. Registre um boletim de ocorrência e, se necessário, avise a Receita Federal (golpes que usam seu CPF). O CERT.br recomenda reportar o incidente em cert.br/report.

  8. 8

    Reporte o link para proteger outras pessoas

    Encaminhe o e-mail ou link suspeito para [email protected] e para o CERT.br (cert.br/report). No WhatsApp, use o botão 'Denunciar' na conversa. No Gmail ou Outlook, marque a mensagem como phishing em vez de apenas excluí-la. Seu reporte ajuda os filtros automáticos a bloquear o mesmo golpe para milhões de pessoas.

O que NÃO fazer

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Como ler um URL para detectar fraudes

Um endereço web (URL) tem estrutura definida: protocolo (https://), subdomínio opcional (www. ou login.), domínio principal (o nome da empresa), extensão (.com.br, .gov.br) e caminho (/pagina). O único trecho que identifica o dono do site é o domínio principal — tudo o que vem antes dele pode ser inventado pelo golpista.

Exemplo prático: 'https://bradesco.com.br.atendimento-urgente.net/acesso' parece conter 'bradesco.com.br', mas o domínio real é 'atendimento-urgente.net'. O banco é apenas um subdomínio falso. Para identificar, localize o último ponto antes da barra ('/') e leia para a esquerda até o ponto anterior: esse é o domínio real.

O CERT.br, centro de tratamento de incidentes do Brasil, detalha essa técnica em sua Cartilha de Segurança (cartilha.cert.br), disponível gratuitamente. A cartilha recomenda sempre verificar a barra de endereços após clicar e nunca confiar apenas no texto âncora de um hiperlink — o que está escrito pode ser completamente diferente do destino real.

Encurtadores de URL e por que são usados em golpes

Serviços como bit.ly, t.co, cutt.ly e tinyurl.com condensam endereços longos em links curtos. São legítimos e amplamente usados, mas também são ferramentas frequentes em phishing porque escondem completamente o domínio de destino.

Para revelar o destino antes de acessar, adicione '+' ao final do link encurtado quando usar o bit.ly (ex: bit.ly/xyzabc+). Outros serviços têm métodos semelhantes ou você pode usar sites como unshorten.me ou checkshorturl.com, que expandem o link e mostram o destino real sem que você precise acessá-lo.

Receber um link encurtado por SMS, WhatsApp ou e-mail não solicitado é, por si só, um sinal de alerta. Nenhum banco, governo ou grande empresa envia comunicações oficiais com encurtadores, pois isso impede a verificação do remetente. Se recebeu um, desconfie por padrão.

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Comece grátis agora

A velocidade da resposta importa. Se você apenas clicou mas não digitou nenhuma informação, feche a aba imediatamente, limpe o cache e os cookies do navegador (Ctrl+Shift+Del no Chrome/Firefox) e faça uma varredura completa com antivírus atualizado. Em dispositivos corporativos, notifique o time de TI antes de qualquer outra ação.

Se digitou usuário e senha, troque a senha do serviço afetado agora — de preferência em outro dispositivo ou rede, para o caso de o seu estar comprometido. Troque também a senha em qualquer outro serviço onde você use a mesma combinação. Ative autenticação em dois fatores (2FA) imediatamente: mesmo que o criminoso tenha sua senha, precisará do segundo fator para entrar.

Se forneceu dados financeiros (número do cartão, CVV, senha bancária), ligue para o banco pelo número impresso no verso do cartão e relate o ocorrido. Solicite bloqueio preventivo do cartão e monitore o extrato nos próximos dias. Para dados pessoais como CPF, verifique seu nome no Registrato do Banco Central (registrato.bcb.gov.br) e no Serasa para detectar abertura fraudulenta de contas ou crédito em seu nome.

Phishing é a porta de entrada de incidentes em empresas

Para pessoas físicas, phishing causa prejuízos financeiros e roubo de identidade. Para empresas, o impacto é multiplamente maior: um único colaborador que clica num link falso pode dar ao atacante acesso à rede corporativa inteira, viabilizando sequestro de dados (ransomware), espionagem industrial ou fraudes financeiras de grande escala.

Segundo o relatório DBIR 2024 da Verizon, phishing e engenharia social estão presentes em mais de 60% das violações de dados corporativas globalmente. No Brasil, o CERT.br registrou em 2023 mais de 1,7 milhão de notificações de incidentes, com fraudes web e phishing liderando as categorias. A Decripte atende exclusivamente empresas — de startups a organizações com mais de 100 mil colaboradores — justamente porque o risco corporativo exige resposta profissional.

A forma mais eficaz de reduzir o risco humano nas empresas é a simulação de phishing: enviar e-mails de teste controlados aos colaboradores e medir a taxa de cliques. Quem clica recebe treinamento imediato no momento do erro — quando a lição é mais memorável. Combinado com políticas de acesso, autenticação forte e monitoramento contínuo, o treinamento reduz drasticamente a superfície de ataque mais explorada pelos criminosos.

Como a Decripte protege empresas contra phishing

A Decripte é uma empresa brasileira de cibersegurança que atende organizações de todos os portes — do pequeno negócio ao grande conglomerado. Não atendemos pessoas físicas individualmente, mas protegemos as empresas onde elas trabalham, garantindo que um clique equivocado de um colaborador não se torne um incidente catastrófico.

Através da plataforma DMS (Decripte Management System), gerenciamos implementação e resposta a incidentes com monitoramento contínuo, inteligência de ameaças e simulações de phishing para equipes. Empresas que quiserem começar podem ativar o plano gratuito de Gestão de Ameaças, que já entrega diagnóstico de risco baseado em dados reais de exposição — sem custo e sem compromisso.

Para organizações que precisam de proteção completa — incluindo resposta a incidentes 24/7, pentest, treinamento de colaboradores e conformidade regulatória — oferecemos planos pagos escalados ao tamanho e à criticidade do negócio. O contato é feito exclusivamente pelo formulário em decripte.com.br: não temos linha telefônica de atendimento ao consumidor final.

Termos importantes

Phishing
Ataque cibernético que imita comunicações legítimas — e-mails, sites, mensagens — para enganar o usuário e fazê-lo revelar senhas, dados bancários ou informações pessoais. O nome vem da analogia com 'fishing' (pesca): o criminoso lança uma isca e espera que alguém morda.
Smishing
Variante de phishing realizada por SMS ou mensagens de texto (WhatsApp, Telegram, iMessage). O 's' inicial vem de 'SMS'. Como mensagens de texto têm aparência de urgência e são abertas com mais frequência que e-mails, smishing tem taxas de clique significativamente mais altas.
Typosquatting
Técnica em que criminosos registram domínios com erros ortográficos, letras trocadas ou acréscimos sutis ao nome de marcas conhecidas (ex: 'itaú-online.com', 'caixa-economica.net'). O objetivo é capturar usuários que não percebem a diferença ou que digitam o endereço de forma imprecisa.
Domínio
Parte central de um endereço web que identifica o proprietário do site. Em 'https://www.banco.com.br/login', o domínio é 'banco.com.br'. Subdomínios (como 'www' ou 'login') ficam à esquerda e podem ser criados livremente pelo dono do domínio — ou por golpistas usando o nome de marcas alheias como subdomínio falso.

Perguntas frequentes

HTTPS e cadeado no navegador significam que o site é seguro?

Não. HTTPS significa apenas que a comunicação entre seu navegador e o servidor é criptografada. Sites de phishing obtêm certificados HTTPS gratuitos (como os emitidos pela Let's Encrypt) para exibir o cadeado e parecerem legítimos. Sempre verifique o domínio real na barra de endereços — o cadeado não autentica o proprietário do site.

Como saber se um link encurtado é perigoso sem acessá-lo?

Adicione '+' ao final de links do bit.ly para ver o destino (ex: bit.ly/codigo+). Para outros serviços, use unshorten.me ou checkshorturl.com: esses sites expandem o link e mostram o destino sem que você precise acessá-lo. Se o destino for um domínio desconhecido ou suspeito, não clique.

Posso ser infectado apenas abrindo um e-mail, sem clicar em nada?

E-mails em texto puro são seguros de abrir. Porém, clientes de e-mail que carregam imagens automaticamente podem confirmar ao remetente que seu endereço está ativo. Anexos e links são os vetores de risco reais. Configure seu cliente de e-mail para não carregar imagens externas automaticamente e nunca abra anexos inesperados.

O que é typosquatting?

Typosquatting é a prática de registrar domínios com erros de digitação ou variações sutis de sites famosos (ex: 'arnazon.com', 'gooogle.com', 'bradescco.com.br'). O objetivo é capturar usuários que digitam o endereço errado ou que não percebem a diferença em um link recebido por mensagem. Sempre revise o endereço com atenção antes de inserir dados.

Smishing e phishing são a mesma coisa?

Phishing é o termo geral para golpes que imitam comunicações legítimas para roubar dados. Smishing é phishing por SMS (o 's' vem de SMS). Vishing é por voz (ligação telefônica). Os princípios de verificação são os mesmos: desconfie de urgência, confirme pelo canal oficial e nunca forneça dados sensíveis em resposta a uma mensagem não solicitada.

Meu celular pode ser infectado se eu clicar em um link?

Sim. Celulares são alvos frequentes de phishing via WhatsApp, SMS e e-mail. Clicar em links maliciosos pode instalar aplicativos de espionagem (stalkerware), roubar credenciais armazenadas no navegador ou redirecionar para páginas que capturam dados bancários. Mantenha o sistema operacional e os aplicativos atualizados, pois as atualizações corrigem vulnerabilidades exploradas por esses ataques.

Como denunciar um site ou e-mail de phishing no Brasil?

Reporte ao CERT.br pelo formulário em cert.br/report — é gratuito e anônimo. Para e-mails, encaminhe a mensagem (com cabeçalhos completos) para abuse@domínio-do-remetente. No WhatsApp, toque e segure a mensagem e selecione 'Denunciar'. No Gmail, clique nos três pontos ao lado da mensagem e escolha 'Denunciar phishing'. Seu reporte alimenta sistemas de bloqueio automático que protegem outros usuários.

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